26/03/2010

O Véu Pintado - W. Somerset Maugham


Sinopse
"Kitty sente-se prisioneira de um casamento infeliz e de um estilo de vida que está longe de ser aquele com que sempre sonhou. Sem que tivesse obtido a notoriedade social que desejava e afastada do seu país e da família devido à profissão do marido – bacteriologista destacado para Hong Kong –, a jovem acaba por encontrar algum consolo numa relação extraconjugal. Mas a traição acaba por ser descoberta pelo marido, que leva a cabo uma estranha e terrível vingança…
Em O Véu Pintado, Somerset Maugham faz, através da história do acordar espiritual da adorável e fútil Kitty Fane, uma extraordinária caracterização da presença britânica na China e apresenta-nos, como é seu apanágio, uma admirável galeria de personagens."

Opinião
Só há uma palavra para descrever este livro - maravilhoso.
Fui lendo pela blogosfera fora e verifiquei que é unânime este vício e admiração pela obra de Somerset Maugham.
Em o Véu Pintado, o autor consegue simplesmente deliciar o leitor, desde as suas descrições lindíssimas, à fluidez de escrita, com a riqueza das personagens, só poderia rematar com a mestria do inesperado desenvolvimento dos acontecimentos.

Kitty é uma mulher fútil, supérflua que, pelos motivos errados, decide casar com Walter. A sua personalidade vai sendo modelada com o desenrolar da história, em consequência das circunstâncias que a envolve e que, vão mudar a sua vida e a sua personalidade de uma maneira totalmente inesperada.
Este enredo contém uma autêntica explosão de sentimentos, como o amor, o ódio, a tolerância, a traição, a vingança, a solidariedade, a compreensão e a morte, dando uma complexidade e riqueza à trama que torna o livro uma obra, sem dúvida, inesquecível e brilhante.
Para quem espera um livro revolucionário em cada capítulo, com um desenvolvimento totalmente imprevisto, é sem dúvida o livro que procuram.
Se tiverem oportunidade vejam também o filme, igualmente brilhante e com interpretações soberbas.

5/5 Excelente

25/03/2010

As palavras

Palavras vãs, leva-as o vento
Num sopro áspero de tal memória
Onde descobrem-se sonhos, guardam-se segredos
Rendem-se vilões, contam-se histórias
Essas palavras que voam sem medos
Num velho livro tão poeirento
Palavras, Promessas, traições e ilusões
São as espadas, são sonhos
Palavras que voam de bocas fúteis
Onde os sonhos, não passam de ilusões inúteis
São as palavras que deixam sem ar
Palavras que sufocam, que atormentam
Palavras que amam, palavras que sofrem
Estalam-se lágrimas, flamejam corações
Palavras de esperança, palavras de sofrimento
São só palavras, velhas memórias
Eternas promessas, secretas histórias
Que se perdem, que se transformam
Contam-se fábulas, narram-se histórias
Porque palavras… leva-as o vento….